Resumo
Este artigo tem como objetivo explorar como a integração entre os princípios da neuroarquitetura e o uso da Realidade Virtual (RV) pode contribuir para o planejamento de ambientes escolares mais inclusivos para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de abordagem exploratória e natureza aplicada, desenvolvida por meio de um estudo de caso em uma instituição de ensino privada. O método foi estruturado em etapas que envolveram revisão bibliográfica, levantamento de campo, modelagem digital e simulação em RV, seguida da avaliação por docentes por meio de questionário estruturado. Os resultados indicam que estratégias projetuais baseadas no design sensorial, como zoneamento de estímulos, inserção de elementos naturais e criação de espaços de transição, contribuem para a promoção do bem-estar e da inclusão. Além disso, a RV mostrou-se uma ferramenta eficaz na comunicação e compreensão das propostas arquitetônicas. Apesar das limitações relacionadas à amostra e à ausência de usuários finais na avaliação, o estudo apresenta contribuições relevantes e aponta caminhos para futuras pesquisas com maior abrangência e participação direta de estudantes com TEA.
Palavras-chave: Neuroarquitetura, TEA, realidade virtual, ambientes inclusivos.
Abstract
This article aims to explore how the integration of neuroarchitecture principles and the use of Virtual Reality (VR) can contribute to the design of more inclusive school environments for students with Autism Spectrum Disorder (ASD). The research is characterized as qualitative, exploratory, and applied, developed through a single case study in a private educational institution. The methodology was structured in stages, including literature review, field survey, digital modeling, and VR simulation, followed by evaluation by teachers through a structured questionnaire. The results indicate that design strategies based on sensory design—such as stimulus zoning, incorporation of natural elements, and creation of transitional spaces—can promote well-being and inclusion. In addition, VR proved to be an effective tool for communicating and enhancing the understanding of architectural proposals. Despite limitations related to sample size and the absence of direct participation of end users, the study offers relevant contributions and points to directions for future research with broader scope and direct involvement of students with ASD.
Keywords: Neuroarchiteture, ASD, Virtual Reality, inclusive environments.
Autores
Andréia Santos Timóteo Thaísa Leal da Silva Andréa Quadrado Mussi Grace Tibério Cardoso
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